sábado, 26 de setembro de 2015

SOCIETY




Society (A sociedade dos amigos do diabo), de Brian Yuzna, 1989.

Body horror com uma premissa bastante interessante. A crítica feita às instituições sociais é mordaz. Pena ser um filme mal executado. A vontade que dá é ver o que Cronenberg faria ou ver um remake por algum diretor de peso, mas aí a gente lembra que dificilmente um filme assim sairia hoje em dia.

NOVO HORROR EXTREMO FRANCÊS



Novo terror extremo francês



Alta tensão (Haute tension/High Tension), 2003, de Alexandre Aja.


Um filme incrível e, talvez, o mais importante da lista por ter sido aquele que, salvo engano, iniciou essa leva de terror extremo na frança e que logo abriu as portas de Hollywood para Alexandre Aja, mas com um final que, infelizmente, agrada a poucos de tão absurdo e inverossímil, não pela solução em si, que já se mostrou bem sucedida em outros filmes, mas por sua total incongruência com o que foi desenvolvido ao longo da trama.



Martyrs, 2008, de Pascal Laugier. 

Talvez o mais extremo, famoso e cultuado, mas não o meu favorito, embora o considere um grande filme, com ótimos momentos.


A invasora (À l'intérieur/Inside), 2007, de Alexandre Bustillo.

Meu preferido, por ser bem mais redondo e conciso, sem os arroubos de um Martyrs.


Frontière(s), 2007, de Xavier Gens.

"Massacre da Serra Elétrica" com uma família incestuosa nazista.


Little Deaths, 2011, de Sean Hogan, Andrew Parkinson e Simon Rumley (são três segmentos).


Ils (Them), 2006, de David Moreau e Xavier Palud.


Não é exatamente um terror extremo, e sim bem mais um suspense psicológico, todavia creio que se pode incluir na mesma leva.


Filmes como “Irréversible” e “Enter the Void”, de Gaspar Noé, não estão incluídos aqui por não serem terror, a despeito de serem extremos. Assim como o thriller “Baise-moi”, de Virginie Despentes e Coralie Trinh Thi, filme bastante marginal e experimental.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A FONTE DA DONZELA




A fonte da donzela (The virgin spring/Jungfrukällan), 1960, de Ingmar Bergman, com Max von Sydow.

Filme precursor do subgênero estupro e vingança e também minha obra prima preferida daquele que é considerado um dos maiores gênios do cinema.
O excelente "Aniversário macabro" (The last house on the left), 1972, de Wes Craven, é praticamente um remake de "A fonte da donzela", com a principal diferença de que este último se passa na Suécia medieval.

REPULSA AO SEXO


Repulsa ao Sexo (Repulsion), 1965, de Roman Polanski. 

Muitas das ideias experimentadas aqui foram bem melhor desenvolvidas em "O bebê de Rosemary", a atuação por demais histriônica de Catherine Deneuve também não se compara com a de Mia Farrow. Ainda assim, um ótimo filme, com grandes momentos de suspense e terror psicológico, a presença agourento de um cadáver putrefato de um coelho, que lembra o pavoroso bebê de "Eraserhead", e, claro, Catherine Deneuve linda como sempre.

SAVAGE STREETS



Savage Streets (Ruas selvagens), Danny Steinmann, 1984.


Rape and revenge clássico. Puro Zeitgeist oitentista, ótima trilha sonora, uma gangue impagável (lembra a do inesquecível Risadinha de Desejo de Matar 3), lindas garotas de 30 fazendo papel de meninas de 16, catfights nos vestiários, e Linda Blair... mais canastrona que David Hasselhoff - recomendação máxima aos amantes do cinema exploitation.

domingo, 20 de setembro de 2015

ROMAN PORNO



Roman Porno

Os filmes “roman porno” não são pornôs propriamente ditos, pelo menos não contém o que se espera tradicionalmente de um filme pornô hardcore, mas também não se enquadram exatamente na categoria softcore (aqueles filmes que passavam no Cine Privé, para quem é do meu tempo). “Roman porno” é um subgênero Pinku Eiga eminentemente produzido pela Nikkatsu, um dos mais antigos e importantes estúdios do cinema mainstream do Japão; trata-se, em linhas gerais, de um cinema sexploitation. Todavia, é difícil distinguir essencialmente os roman pornos dos JAV’s (Japanese Adult Vídeo), já que um roman porno contém muitas vezes, diferentemente dos softcores mais tradicionais, cenas de sexo não simulado, porém, por conta da censura que a legislação japonesa exige que seja feita a esse conteúdo, esses filmes também vão recorrer, como os JAV's, ao uso de tarjas, mosaicos, esfumaçados e objetos cenográficos para ocultar as genitálias dos atores. Não obstante, pode-se dizer que um roman porno se diferencia de um JAV sobretudo no que se refere aos custos mais altos de produção, ao sistema de distribuição e ao enredo geralmente mais complexo e esteticamente ambicioso. 


Seja como for, nos filmes roman porno o sexo é tratado de modo natural. Temas relacionados ao universo BDSM, que abordam a relação entre dor e prazer são explorados sem toda aquela culpa e ridícula patologização que se escondem sob uma aura pretensiosamente artística e transgressora de filmes como Ninfomaníaca, Professora de Piano e mesmo A bela da tarde. 


Esses filmes são bem difíceis de encontrar, e a produção é muito vasta, então essa lista não é um top 20 dos melhores roman pornos (embora Flower and Snake e Wife to be sacrificed sejam, talvez, os mais importantes e conhecidos), ainda assim, distribuí a lista por ordem de preferência (nem todos os filmes são da Nikkatsu).


Para saber mais: SHARP, Jasper. Behind the Pink Curtain - The complete history of Japanese Sex Cinema. FAB Press, 2008. 




Flower and Snake (Hana to hebi), Masaru Konuma, 1974.


Flower and Snake 2 Sketch of Hell (Hana to hebi: jigoku-hen), Shôgorô Nishimura, 1985.

Flower and Snake 3 Punishment (Hana to hebi: Shiiku-hen), Shôgorô Nishimura, 1986.

Flower and Snake 4 White Uniform Rope Slave (Hana to hebi: hakui nawa dorei), Shôgorô Nishimura, 1986.
Flower and Snake 5 Rope Magic (Hana to hebi: kyûkyoku nawa chôkyô), Masayuki Asao, 1987.


Wife to be sacrificed (Ikenie fujin), Masaru Konuma, 1974.

Rope Cosmetology (Dan Oniroku: Nawa-geshô), Shôgorô Nishimura, 1978.

Madame De Sade She Beast In Hell (Madamu Sado: Mesu jigoku), Yoshihiro Kawasaki, 1986.

Slave Contract (Dorei keiyakushu), Masaru Konuma, 1982.


Woman in the Box (Hako no naka no onna: shojo ikenie), Masaru Konuma, 1985.


Woman in the Box 2 (Hako no naka no onna II), Masaru Konuma, 1986.


Debauchery (Ryôshoku), Hidehiro Ito, 1983.


Rope and Breasts (Nawa to chibusa), Masaru Konuma, 1983.


Hell in a Bottle (Binzume jigoku), Yoshihiro Kawasaki, 1986.


Entrails of a virgin (Shojo no harawata), Kazuo 'Gaira' Komizu, 1986.

Entrails of a Beautiful Woman (Bijo no harawata), Kazuo 'Gaira' Komizu, 1986.


Angel Guts: High School Coed, Chûsei Sone (Jokôsei: tenshi no harawata, Tenshi no harawata 1), 1978.

Sex Hunter (Sekkusu hantâ - sei kariudo), Toshiharu Ikeda, 1980.


Beautiful Girl Hunter (Dabide no hoshi: Bishôjo-gari), Noribumi Suzuki, 1979.


Beauty Reporter – Rape Broadcast (Bijin reporter: boko nama-chukei), Yutaka Ikejima, 1989.

SADE DECADENCE



Madame de Sade (Madamu Sado, 1986).

Tokyo Decadence (Topâzu, 1992).


Madame é um dos melhores filmes sexploitation já feitos, no japão e fora dele. Tokyo Decadence tem muito mais de film d'art, mas com cenas de um erotismo hipnótico. 

CITY OF FIRE



Perigo Extremo (City on Fire/ Lung fu fong wan), de Ringo Lam, 1987.

Filmaço! Uma das mais importantes fontes utilizadas por Tarantino para suas “bricolagens” em Cães de Aluguel.

DELLAMORTE DELLAMORE


 
 



Dellamorte Dellamore (Pelo amor e pela morte/Cemetery Man), 1994.

Baseado em um romance de Tiziano Sclavi, criador do "fumetto" Dylan Dog.
Terror, humor negro, zumbis, surrealismo e... Anna Falchi.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

BLIND BEAST



Blind Beast / Moju / Cega Obsessão, de Yasuzô Masumura, 1969.

Baseado na obra do mestre do Ero Guro, Edogawa Rampo: o cinema japonês é o que melhor soube expressar aberrações típicas de um Sade nas telas.

DIABOLIK


Diabolik (Danger: Diabolik), 1967.

Adaptação do mestre Mario Bava das aventuras do misterioso personagem de fumetti (história em quadrinhos à italiana) criado pelas irmãs Angela e Luciana Giussani. Estilo visual simplesmente deslumbrante e trilha sonora acachapante de outro grande mestre, Ennio Morricone. Indico pra quem gosta de adaptações de gibis com uma pegada mais camp.

ILSA

Série Ilsa: She Wolf of the SS

Ilsa: She Wolf of the SS / Ilsa, a Guardiã Perversa da SS, de Don Edmonds, com Dyanne Thorne, 1975.


Ilsa, Harem Keeper of the Oil Sheiks, Don Edmonds, com Dyanne Thorne, 1976.


Ilsa the Tigress of Siberia, de Jean LaFleur, com Dyanne Thorne, 1977.


Greta - Haus ohne Männer / Ilsa, The Wicked Warden, de Jesús Franco, com Dyanne Thorne, 1977.

SADY BABY


Sady Baby - Filmografia Selecionada

O maior mito da fase explícita da pornochanchada, herói que desbravou as inóspitas ruínas da verdadeíra indústria de cinema brasileira, a Boca do Lixo, que dava seus últimos estertores. 

Cinema repugnante, perturbador e... muito engraçado! 

Procurei listar apenas o que está mais fácil de encontrar na web. Filmografia mais completa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sady_Baby


 Meninas, Virgens e P..., 1983.



 No Calor do Buraco, 1985


A Máfia Sexual, 1986

Emoções Sexuais de um Jegue, 1986


Caiu de Boca, 1986.

Emoções Sexuais de Um Cavalo, 1986.


O Ônibus da Suruba 2, 1992.