sábado, 12 de março de 2016

HANZO THE RAZOR


Hanzo the Razor: Sword of Justice, 1972.

Baseado no mangá do mesmo criador de Lobo Solitário, Hanzo the Razor é um filme chanbara-policial bastante violento e bizarro. Hanzo é o tipo de policial durão e incorruptível na mesma tradição de um Dirty Harry ou Stallone Cobra. Já na cena inicial, ele se recusa a assinar um documento numa cerimônia que reúne todo o corpo policial de seu distrito para um juramento coletivo de compromisso com a honestidade, alegando que estaria faltando com a retidão ao assinar tal documento, uma vez que era sabido que as patentes mais altas daquele departamento aceitavam propina regularmente. Como era de se esperar, Hanzo possui métodos nada ortodoxos, todavia, ele extrapola qualquer expectativa quando se trata do emprego da violência e abuso de poder durante seus interrogatórios. Hanzo se compraz em suportar a dor. Vemos sua rotina diária de treinamento: ele começa espancando o próprio pênis com um porrete, depois penetra um saco de arroz com seu membro, pede que serviçais o ajudem com pesos enquanto dobra os joelho sobre placas de madeiras triangulares, e levanta-se de lá orgulhoso de sua ereção, numa demonstração aberrante de virilidade. Ele abusa sexualmente de mulheres para obter informações sobre uma conspiração que envolve seus superiores no acobertamento de um assassino, penetrando-as de tal modo que as enche de luxúria, obrigando-as a confessar para que ele não interrompa o ato. Após esse "interrogatório", essas mulheres ficam tão obcecadas por ele que passam a ajudá-lo. Mas, independente de toda esses elementos mais absurdos, Hanzo é um ótimo filme policial, com uma trama que mantém o expectador interessado, montagem e trilha sonoras estilosas, típicas dos filmes pinky violence dos anos 70. A série é uma trilogia, ainda não vi os outros.