segunda-feira, 18 de julho de 2016

ASSASSINATION CLASSROOM


Assassination Classroom / Ansatsu Kyoushitsu

Assassination Classroom narra a história da classe E (de End), a turma dos alunos rejeitados e problemáticos de uma prestigiada escola, e de seu bizarro professor, Koro-sensei, uma criatura tentacular amarela, com um rosto que lembra o símbolo smiley, capaz de atingir uma velocidade impressionante e visualmente indestrutível. Koro-sensei alega ser o responsável por destruir metade da lua e diz que fará o mesmo com a terra daqui a um ano, porém decide fazer uma espécie de acordo com o governo: será professor de uma classe colegial, cujos alunos terão como missão exterminá-lo antes que ele cumpra seu desígnio, ele garante que não irá ferir qualquer estudante e se encarregará de sua educação regular, oferecendo igualmente dicas e instruções acerca da maneira mais efetiva para que eles possam matá-lo – é claro que a verdade acerca das reais intenções de Koro-sensei é o grande mistério da série. Assassination Classroom é uma ótima comédia, leve e descompromissada, ainda assim creio que ela possa servir como uma interessante reflexão acerca do processo educacional de modo geral e, mais especificamente, das relações de violência na escola, principalmente entre professores e alunos, escancarando, extrapolando e exorcizando essa questão tão atual quanto penosa com muito bom humor. Diferente do mangá/filme/livro Battle Royale, aqui não é o professor que se vinga da soberba e arrogância de seus alunos, mas são os alunos que têm a oportunidade de realizar seu desejo (hoje infelizmente tão pouco inconsciente) de matar o professor. No entanto, o que Assassination Classroom parece tentar mostrar é que elementos como resistência, rebeldia, sadismo, e outros sentimentos e afetos em que a violência tem o seu gérmen devem ser admitidos como naturais no interior do processo educacional e mesmo como fatores fundamentais para sua efetivação, somente assim é possível criar possibilidades para que a manifestação da violência ocorra de forma simbólica, como força criativa, associada à auto-superação ao invés da destruição do outro e de si. É o que Koro-sensei parece perceber ao desafiar seus estudantes a tentar matá-lo e, no processo, fazer com que essa turma de alunos segregados, marginalizados e desacreditados descubra a vontade de aprender e de melhorar.

O mangá está atualmente sendo publicado pela Panini e já conta com 12 volumes de um total de 20 ou 21.
O anime parece ter sido finalizado esse mês com 45 episódios (acho que ainda terão alguns especiais).
A história foi adaptada em dois filmes live-action.

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